Que delírio! Por um minuto pensei ter o 'dom' quase divino escrever a verdade sobre todas as coisas. Pensei ser capaz de, diante de um fato, descrevê-lo de maneira que o meu discurso tenha um poder legitimador, e que todos o encarem como uma verdade. Quanta besteira!
Todos nós sabemos que a verdade não existe! Isso não é nenhuma novidade. Mas o que será que estampam diariamente as páginas dos jornais? O que dizem as pessoas que “juram dizer a verdade, nada além de que a verdade” nos tribunais de direito? Ou então, os apaixonados que diante do altar prometem “amar para toda a vida, na saúde ou na doença, na tristeza ou na felicidade”.
Estariam todos mentindo? Acredito que não. Mas então, o que significa a palavra verdade?
Seja no jornalismo ou em qualquer outra atividade do nosso dia-a-dia, sempre somos obrigados a lidar com essa palavra complexa, ambígua e mutante ao mesmo tempo.
A relatividade de seu conceito nos faz concluir que a sua conquista seja algo impossível. Nunca chegaremos à verdade sobre nada. A complexidade dos acontecimentos faz com que um mesmo fato possa ser contado e recontado de diversas formas tornando, assim, impossível a sua reconstrução.
Não estou dizendo que os jornais estão mentindo. Eles apenas apresentam uma visão parcial de mundo. Uma visão completamente ideológica (acredito ser impossível escapar disso na mídia) do que venha a ser um acontecimento.
Poderia enumerar milhares de situações em que a ‘verdade’ está em jogo. Todavia, vou me limitar a somente mais um exemplo. Algo muito mais próximo do cotidiano de todas as pessoas.
No amor, o que é verdade? Algumas situações me fizeram acreditar que, talvez, o amor fosse mentiroso.
Porque prometemos tantas coisas que, às vezes, elas nunca serão cumpridas? Porque diante do altar casais fazem juras de amor eterno, quando na verdade cerca de 5 ou 10 anos depois trocarão juras de ódio eterno.
Diante de tantos exemplos que facilmente encontramos todos os dias, cheguei a conclusão que, na verdade não é que o amor é mentiroso, ou que estamos enfeitiçados por ele ao ponto de fazer promessas que nunca existirão. O amor é relativo.
O homem é ambíguo por natureza. Ao mesmo tempo em que amamos, também odiamos. Nem falar das pessoas que matam em nome do amor. E tudo isso não depende de nós. É algo intrínseco ao ser humano.
O amor não deveria ser encarado como um sentimento. E sim como um estado emocional. Neste momento te quero bem. Daqui a alguns minutos não mais. Talvez te odiarei.
Por este motivo que o amor platônico não existe.
Por enquanto está de bom tamanho. Outrora conversamos mais sobre esse assunto. Abraços.
Todos nós sabemos que a verdade não existe! Isso não é nenhuma novidade. Mas o que será que estampam diariamente as páginas dos jornais? O que dizem as pessoas que “juram dizer a verdade, nada além de que a verdade” nos tribunais de direito? Ou então, os apaixonados que diante do altar prometem “amar para toda a vida, na saúde ou na doença, na tristeza ou na felicidade”.
Estariam todos mentindo? Acredito que não. Mas então, o que significa a palavra verdade?
Seja no jornalismo ou em qualquer outra atividade do nosso dia-a-dia, sempre somos obrigados a lidar com essa palavra complexa, ambígua e mutante ao mesmo tempo.
A relatividade de seu conceito nos faz concluir que a sua conquista seja algo impossível. Nunca chegaremos à verdade sobre nada. A complexidade dos acontecimentos faz com que um mesmo fato possa ser contado e recontado de diversas formas tornando, assim, impossível a sua reconstrução.
Não estou dizendo que os jornais estão mentindo. Eles apenas apresentam uma visão parcial de mundo. Uma visão completamente ideológica (acredito ser impossível escapar disso na mídia) do que venha a ser um acontecimento.
Poderia enumerar milhares de situações em que a ‘verdade’ está em jogo. Todavia, vou me limitar a somente mais um exemplo. Algo muito mais próximo do cotidiano de todas as pessoas.
No amor, o que é verdade? Algumas situações me fizeram acreditar que, talvez, o amor fosse mentiroso.
Porque prometemos tantas coisas que, às vezes, elas nunca serão cumpridas? Porque diante do altar casais fazem juras de amor eterno, quando na verdade cerca de 5 ou 10 anos depois trocarão juras de ódio eterno.
Diante de tantos exemplos que facilmente encontramos todos os dias, cheguei a conclusão que, na verdade não é que o amor é mentiroso, ou que estamos enfeitiçados por ele ao ponto de fazer promessas que nunca existirão. O amor é relativo.
O homem é ambíguo por natureza. Ao mesmo tempo em que amamos, também odiamos. Nem falar das pessoas que matam em nome do amor. E tudo isso não depende de nós. É algo intrínseco ao ser humano.
O amor não deveria ser encarado como um sentimento. E sim como um estado emocional. Neste momento te quero bem. Daqui a alguns minutos não mais. Talvez te odiarei.
Por este motivo que o amor platônico não existe.
Por enquanto está de bom tamanho. Outrora conversamos mais sobre esse assunto. Abraços.

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