Para tratar da história em Londrina, é inevitável não lembrarmos dos irmãos Louis e Auguste Lumière. Toda a história de qualquer da cinematografia originou-se, ainda no século XIX, com os irmãos e rapidamente, como dizem por aí, “como um rastilho de pólvora se espalhou pelo mundo”.
É claro que Londrina ainda não existia naqueles tempos, mas não tardou para que assim que os primeiros pioneiros desembarcassem em terras norte-paraenses para que surgisse o primeiro cinema em nossa cidade, antes mesmo da fundação oficial do município, que só viria a acontecer no ano seguinte, em 10 de dezembro de 1934.
Entretanto, um dos mais importantes cines da história de nossa cidade surgiu somente em 1952. Tratava-se do imponente Cine Ouro Verde, também pudera, a cidade de apenas 18 anos de idade recebia uma luxuosa construção regrada a poltronas reclináveis, som e projeção de inigualável qualidade, pisos em mármore, além de moderníssima arquitetura escondida à sete chaves até a inauguração do “palácio” que ofuscava até mesmo outras salas da cidade.
O shopping Com-Tour aparece pela primeira vez na história do cinema de Londrina em 1973. O Studio Com-Tour foi um espaço muito freqüentado pelos londrinenses deslumbrados com o luxo da construção, a arquitetura inovadora e a comodidade de oferecer “fumoir”, nome luxuoso – assim como o cine -, para que os cinéfilos não deixassem de fumar enquanto assistiam aos filmes.
Pelo Com-Tour passaram desde grandes filmes de arte à filmes pornográficos, nos momentos em que o cine agonizava, fortemente ferido pela onda de multiplexes e videocassetes que declaram seu fim em 1991.
Todavia, em 2005 o Com-Tour volta a exibir filmes após uma parceria com a UEL. Batizado como Cine Com-Tour/UEL, atualmente o cine exibe filmes alternativos para um parco número de pessoas. O cinema surgiu para ocupar o espaço deixado pelo Cine Ouro Verde incapacitado de exibir filmes desde 2002.
O Cine Com-Tour/UEL herdou do Ouro Verde o projetor Simple XL da década de 50, considerado um dos melhores do mundo e que, a poucos tempos, deu sinais de esgotamento “deixando na mão” um produtor londrinense que lançava seu curta utilizando-se do espaço do cinema.
Problema resolvido, projetor a todo vapor, o cinema exibe diariamente filmes aos poucos e ‘religiosos’ cinéfilos que comparecem ao cinema para assistir às sessões de filmes alternativos.
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Texto escrito para o jornal laboratório do curso de jornalismo da UNOPAR.

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